"Motanhista friburguense é destaque na Travessia Petrópolis Teresópolis"

Matéria do site Toque de Craque sobre a travessia que realizei em junho deste ano na Serra dos Órgãos


"Recentemente o atleta Mathews Puga participou da  Travessia Petrópolis x Teresópolis, no Parque Nacional da Serra dos Órgãos, numa aventura com dezenas de outros atletas de várias partes do Brasil. O grupo de Mathews foi formado por 14 pessoas e alguns já haviam tido a experiência de atravessar os Castelos do Açu e a Pedra do Sino. O Grupo saiu de Nova Friburgo às 03h da madrugada para o encontro com  quatro outros montanhistas na sede petropolitana do parque.

No 1° dia eles foram ao Vale do Bonfim, Castelos do Açu com tempo média de 6h. O tempo próprio para este tipo de aventura deixou eles animados em relação ao que poderiam esperar da expedição, 'o visual no Morro do Queijo, local da primeira parada, nos deu uma amostra de que o esforço valeria a pena. Continuamos nossa caminhada e o próximo destino era o Ajax, local do primeiro ponto de água do dia. O tempo fechou e todos nós nos perguntamos: será que vai chover? Será que vamos ver alguma coisa?', destaca Mathews.

Depois do Ajax, eles iniciaram a parte mais puxada do primeiro dia do percurso e se deslocaram para a Isabeloca, local mais erodido até o Açu, exige demais dos aventureiros, mas nada de desânimo. O atleta e seu pai Victor Puga e Leônidas começaram a trilhar até os Castelos, 'o nosso grupo ficou um tempo a mais no Ajax descansando. O tempo só piorava ao nos aproximar do chapadão. Com muita neblina, mantivemos nosso ritmo forte e constante. Estávamos no último trecho do dia e o único considerado mais fácil para se perder. Caminhar em rochas e com pouca sinalização é sempre complicado, mas a dica é sempre caminhar pelo lado esquerdo do chapadão, encontramos alguns marcos de pedras - chamados totens, algumas setas riscadas e manchas de tintas vermelhas nas pedras.  Após alguns minutos, concluímos nosso objetivo do dia e chegamos aos Castelos do Açú', acentua o montanhista. Chegamos aos Castelos do Açu.

 No 2° dia ele chegou aos Castelos do Açu e Pedra do Sino com tempo médio de 7h. Eles dividiram o grupo em dois sub-grupos: o primeiro partiu alguns minutos mais cedo, formado por Victor Puga, Mathews, Jeferson (Zero Meia), Marcelo Anão (Jamaica), Wallace e Juliana; o outro, com o guia Rodrigo Sprint, Jorge, João, Magno, PC, Thallis, Tuanne e Leônidas, 'a todo momento nos comunicávamos através dos rádios para saber das posições dos grupos e a situação de cada pessoa.

Começamos a subida para o Morro do Marco, local onde nos anteriormente. Em uma subidinha forte, o cume é alcançado em 30 minutos, partindo do Açu. O visual lá de cima era melhor ainda. Com o tempo limpo, conseguimos ver onde erramos na última tentativa de realizar a travessia, estava lá, solitário, o Portal de Hércules', afirma Mathews.

No 3° e último dia da aventura, Mathews e seu grupo chegaram a Pedra do Sino em Teresópolis, completando o percurso em 4h, 'o último dia é o mais curto porque é descida. Para os friburguenses, descer a Pedra do Sino é descer um Caledônia, são 12 quilômetros de descida em pedras, passando por pontes, cachoeiras e cavernas. Chega a ser cansativo descer tanto, nossos pés que o digam, mas é bem refrescante a descida,  por ser dentro da mata atlântica, que é muito úmida',  finaliza Mathews.  

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